Fome de Afeto

Outubro 18, 2008 at 1:50 am | In Uncategorized | Leave a Comment

“Estou morrendo de fome” é uma das frases que mais repito no meu dia-a-dia. Quando fico seis horas sem comer, meu estômago ronca, minha cabeça dói e muda meu humor. Deveria ter mais cuidado com minhas palavras.

Morrem de fome, literalmente, 5 crianças por segundo no mundo. Isso me dá um nó na garganta e no coração. Como pode alguém deixar de viver por falta de pão, leite e feijão.

A fome é um dos maiores problemas da atualidade. Um crime, uma violação dos direitos humanos. E é maior do que se imagina. Se esse número te assusta, saiba que há outro tipo de fome. Um que não entra para aumentar esses dados. Talvez por pensarem que não mata. É como veneno. Corrói por dentro antes de acabar contigo. Quando você vê, já era.

Essa fome não diminui com um prato de comida. Nem com dois.  Nem com mil. É fome de carinho, de calor humano. É fome de afeto.

Muitas vezes, quem sofre dessa fome nem sabe. Vive feliz. Ou pelo menos tenta. Mas, lá dentro, lá no fundo, há uma ferida. E, com o passar do tempo, ela tende a aumentar.

Sabemos que dinheiro não compra felicidade. Nunca comprou nem comprará. A fome de afeto é diferente da fome de comida, pois pode atacar qualquer classe social. Estamos cansados de ver famílias ricas com casos de estupro e homicídio. Mas não neguemos que a dificuldade social tem certa culpa no cartório.

Em países subdesenvolvidos, onde as condições sociais são precárias, a situação financeira pode influenciar e muito. Crianças na rua a vender chicletes, limpar pára-brisa de carros, dormir nas ruas. Já virou rotina. Algumas são obrigadas pelos pais. Outras fazem por ser a melhor opção. Não estou dizendo que a escassez de dinheiro é a principal causa dessa falta de afeto. Mas que nós vemos situações deploráveis nas ruas e favelas por causa desse mal necessário, isto não podemos negar.

A seguir, vemos imagens em que os direitos fundamentais do ser humano são violados. Crianças famintas de afeto. Seja nos Morros da Rocinha ou da Colômbia, em que jovens têm de assumir responsabilidades desde cedo. Ou no meio da calçada, onde dorme um bebê, ainda de chupeta, ignorado pela sociedade. Vivendo como um animal. Lutemos contra esses crimes, contra essa violência desleal aos jovens.

Que um dia possamos dizer aliviados: não há mais fome…


Por Pedro Farina

Na onda da Maré

Outubro 18, 2008 at 1:14 am | In Uncategorized | Leave a Comment

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“Eu tiro jovem da boca de fumo e boto pra estudar”, afirma Sebastião Antônio de Araújo, durante rápido almoço entre uma reunião e outra. Líder comunitário e morador da Maré, mais conhecido como “Tião”, ele é, certamente, muito mais do que um tio para a garotada da favela. “A coisa que mais me entristece no mundo é ver um jovem sem rumo, na miséria. É como se fosse um filho meu, me machuca demais”, diz. O projeto “Vida Real – lutando por vidas” é o resultado deste coração de pai, e, como o próprio nome já diz, procura dar um novo sentido às vidas de adolescentes em “situação de risco” (expressão utilizada para jovens que estão no tráfico, ou quase).

O objetivo é, através de diversas atividades, aumentar a auto-estima, com inclusão social e profissional. O centro, localizado dentro do Complexo da Maré, na Comunidade Nova Holanda, Rio de Janeiro, oferece aulas de informática, pintura em tecido, grafite, literatura, História da Arte, inglês, e reforço escolar em Matemática e Português. Os jovens também participam de seminários, debates e passeios tanto recreativos como culturais.

A instituição foi criada há três anos, mas não era registrada até seis meses atrás. Graças ao Instituto da Criança – a quem Tião se refere como “mãe do Vida Real”, devido à importância em seu nascimento –, pôde sair da informalidade e se tornar uma ONG (Organização Não-Governamental). Assim como qualquer outra, não recebe suporte algum do governo, e é sustentada por ajudas pessoais e pelo instituto. Alguns funcionários trabalham como voluntários e outros recebem o que Sebastião chama de “ajuda de custo”.

Somente estudantes acima de 13 anos podem ingressar no “Vida Real”. Essa condição, à primeira impressão, parece excludente, já que a maioria não possui ou não freqüenta a escola. Mas esse é justamente um dos diferenciais do projeto. “Quem não estiver no colégio eu vou lá e coloco. Falo com o professor, pai, diretor, quem quer que seja para inscrever a criança”, declara Tião. A freqüência mínima nas aulas deve corresponder a 75% do total e é rigorosamente monitorada pela equipe do Vida Real, assim como o desempenho escolar. O projeto também oferece atendimento psicológico, o que demonstra uma preocupação com o jovem não apenas dentro da sala de aula, mas com sua vida em geral, em todos os aspectos.

Felizmente, esta não é a única iniciativa na Favela da Maré. O “Observatório de Favelas”, entidade autônoma desde 2003 e atuante em diversas partes do Brasil, está aí para confirmar. Seu mais novo projeto é um documentário sobre o cotidiano das favelas, um dos responsáveis pelo cansaço de Tião, desde duas da madrugada ajudando na filmagem – é sempre importante a presença de um líder comunitário nessas situações. Ele se diz feliz ao ver que outras pessoas se preocupam com a parte social da Maré: – A maioria dos jovens tendem a seguir o caminho do tráfico. Até eu, quando menor, já fui. Os garotos querem ter poder, pegar as menininhas, comprar roupa de marca. Acham que são felizes assim. Mas isso é pura ilusão. E esses projetos estão aí para desbancar essa ilusão.

Ao acabar a conversa e o almoço, Tião, sempre brincalhão, completa: “Não sei por que, sempre que acabo de comer fico sem apetite” (risos). Em seguida, fez questão de me acompanhar até a van que seguia sentido Zona Sul. Durante o caminho, falava com todos, sempre alegre. Em determinado momento, parou e apontou para um lugar completamente destruído, sujo e abandonado: “De noite, isso aqui é prostíbulo gay. Outro dia tirei um garoto daqui de dentro, o Anderson, e levei lá pra casa. Dei banho e comida. Queremos, ou melhor, vamos inseri-lo no programa.”

Todo dia Sebastião sai à procura de jovens para literalmente resgatá-los da vida que levam. Tomara que sua solidariedade e empenho ainda mudem o futuro de muitas pessoas e sirvam de exemplo para a sociedade. Qualquer ajuda será bem recebida pelo programa. Roupas, cadernos, livros, doações, aulas, etc.

Para entrar em contato:

. e-mail : institutovidareal@terra.com.br

. Endereço Rua Teixeira Ribeiro, 575 – Maré

. Telefone: 3105-3245

Por Pedro Farina

Vergonha oriental

Setembro 29, 2008 at 4:47 pm | In Uncategorized | Leave a Comment

Tocha dos direitos humanos pelo mundo afora: “Olimpíadas e crimes contra a humanidade não podem coexistir”

A China é campeã mundial em sentenças de morte: mais de 10 mil pessoas executadas por ano, no meio de praças públicas, onde se escuta apenas as vaias do público e o estouro das armas. A bala utilizada é paga pela família de quem morre. O dinheiro dos órgãos vendidos, porém, vai para o bolso de não se sabe quem. Grávidas são violentadas de diferentes formas. Outros milhares de habitantes sofrem de mal à altura: são perseguidos e torturados por se expressar. Um dos grupos mais prejudicados pela repressão da ditadura é o Falun Dafa, organização que pratica meditação e baseia seus conceitos no tripé “Verdade, Benevolência e Tolerância”.

Esta disciplina, também conhecida como Falun Gong, tem como objetivo trabalhar a mente e o corpo, de forma fácil e harmoniosa. Através de respirações e meditações, busca-se maior bem estar, paz de espírito e sabedoria. Criada em 1992, contribuiu para uma imensa melhora na saúde da população chinesa, além de curar vícios antigos: “Sou praticante de Falun Dafa há 14 meses. Desde o começo meu sono melhorou, deixei o cigarro e o álcool. Não por obrigação, mas porque meu corpo não aceita mais isso” , afirmou Silvia Gleizer, de 30 anos.

“Por que não começar a cobrar dinheiro, já que essa técnica é tão eficiente?”, pensou o governo chinês em voz alta. Foi o início de um grande embate. “O Falun Dafa tem por princípio não exigir retorno financeiro. É completamente gratuito, para todas as idades, classes e raças”, salientou Felipe S., praticante brasileiro. Ainda assim, o Falun Gong continuou a crescer, chegando a mais de 100 milhões de integrantes. O sucesso incomodou o Partido Comunista Chinês, que possuía menor número de membros, cerca de 60 milhões.

Em 20 de Julho de 1999, a prática meditativa foi proibida pelo Primeiro Ministro chinês Jiang Zemin, que contrariou a decisão majoritária dos membros do partido e a própria constituição chinesa. Desde então, a caça violenta aos integrantes só aumenta. Presos sem julgamento, torturados, muitas vezes até a morte, enviados a campos de trabalho forçados e a hospitais de insanidade mental. “Está ocorrendo uma massiva subtração de órgãos dos praticantes do Falun Dafa enquanto vivos!”, acrescenta Dr. David Matas, advogado de direitos humanos. Até mesmo o recém indicado para o Prêmio Nóbel da Paz, Dr. Gao Zhisheng, vem sendo perseguido, simplesmente por escrever uma carta contra o genocídio ao Partido Comunista Chinês.

Às vésperas de uma Olimpíada, o grande paradoxo é: como um país pode sediar um evento que preza dignidade, confraternização e espírito de equipe, enquanto pratica ataque brutal a direitos vitais da humanidade? Indignada com essa situação, a CPIFG (Coalizão para Investigação à Perseguição ao Falun Gong) criou a “Tocha dos Direitos Humanos”. “É um movimento voltado para salvar vidas. Fizemos um paralelo à Tocha Olímpica, que, infelizmente, está sendo utilizada para encobrir crimes e projetar uma falsa imagem de paz e estabilidade para o mundo”, esclareceu Felipe, um dos organizadores do projeto.

A Tocha dos Direitos Humanos foi acesa na Grécia, dia 14 de agosto de 2007. Depois de percorrer 21 países na Europa, seguiu pela Oceania, África, até chegar no Brasil, em 20 de março, trazendo a seguinte mensagem: “Jogos olímpicos e crimes contra a humanidade não podem coexistir na China.” Felipe fez questão de que a Tocha passasse por aqui: “Nosso país não podia ficar fora desse evento. Ao tomar conhecimento do que realmente se passa pela China, podemos nos posicionar de uma maneira bela e correta, mostrando que não somos indiferentes à violência, e que exigimos o fim dessas atrocidades”.

É importante ratificar que o movimento não critica a política do governo chinês nem a China, mas repudia os crimes contra os direitos humanos. “Nós admiramos sua cultura, e nos compadecemos do sofrimento chinês. O Partido Comunista manipula os meios de comunicação e o sistema educacional, e faz o povo pensar que o Partido e a China são a mesma coisa”, afirmou Felipe. A Olimpíada pode representar um marco para o início de mudanças, tendo em vista que a China, para ser a anfitriã dos Jogos, concordara em melhorar suas condições internas de Direitos Humanos.

Felipe destacou reações positivas da população em relação ao movimento e afirmou que enviará um documento ao Comitê Olímpico Internacional e ao governo da China. “Ao assinar nossa petição, as pessoas sentiram que realmente podem contribuir para um mundo melhor. O fim da sensação de impotência e o despertar da compaixão foram efeitos gratificantes.”

Para os interessados em fazer parte desse movimento, ou apoiá-lo, basta assinar a petição on-line no site www.tochadireitoshumanos.com . O importante é acreditar. E agir.

Fontes:
www.midiaindependente.org
www.tochadireitoshumanos.com.br
www.falundafa.pro.br
www.bbc.co.uk
www.veja.abril.com

Por Pedro Farina

Do abandono ao sucesso

Setembro 29, 2008 at 4:46 pm | In Uncategorized | Leave a Comment

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O Hotel São Conrado, localizado em frente à segunda maior favela da America Latina – Rocinha, 180 mil habitantes -, esteve abandonado e destruído por um bom tempo. Mas, graças à Prefeitura do Rio de Janeiro, o prédio pôde voltar à atividade no mês de junho de 2004 e, melhor ainda, com nova função: virou centro cultural, social e educativo de primeiríssima qualidade. Com um investimento que beira os 30 milhões de reais, o ex-hotel em cacos virou uma instalação de 20 andares e 85 salas, com tudo o que você imagina. Brinquedotecas, aulas de música, cidadania, judô, gastronomia, e muito mais. O local abriga 15 órgãos municipais, como as Secretarias de Saúde, Assistência Social e de Trabalho, que desenvolvem diversos programas sociais para todas as idades.

O Centro se chama “Rinaldo De Lamare”, em homenagem a um dos mais importantes médicos do nosso país. Todo suporte é fornecido pela Prefeitura, inclusive os profissionais. Há algumas exceções, como voluntários ou pessoas enviadas por ONGs. Um exemplo é o medalista olímpico Flávio Canto, que dá aulas de judô sem nenhum retorno financeiro. O retorno se dá de outra forma, como ele mesmo diz: “É muito gratificante poder ajudar essas crianças, passar pra eles algo que sei fazer bem. Na verdade, também aprendo, cada dia estão me ensinando uma coisa nova. Gosto muito desse convívio.”

Circulam pelo prédio 3 mil pessoas por dia e, nesses 2 anos de existência, cerca de 600 mil já freqüentaram o centro. O número de atendimentos ultrapassa os 200 mil. O projeto recebe, em sua maioria, moradores da Rocinha, Vidigal e Vila das Canoas, devido à grande proximidade com as favelas. Mas isso não impede que pessoas de outros lugares participem do projeto.

As atividades são divididas por andar, cinco deles destinados à educação. O ProJovem é o maior destaque dessa área. Quem quiser fazer parte deve estar na faixa dos 18 aos 24 anos, fora do mercado de trabalho e sem a 8ª série concluída. O objetivo é proporcionar formação integral aos jovens, através da elevação de sua escolaridade e qualificação profissional (4 pontos de atuação: Telemática; Turismo e Hospitalidade; Arte e Cultura; e Alimentação). O jovem ainda ganha uma bolsa de 100 reais por mês – desde que compareça freqëntemente – , fora a alimentação diária dentro do centro.

O serviço de Saúde Bucal também exerce importante papel. Os pacientes são inicialmente organizados em grupos, onde assistem a aulas de educação preventiva e corretiva. Recebem um kit, com escova de dentes, creme e fio dental, renovado a cada três meses. Depois, são encaminhados para atendimentos individuais (que chegam a marca de 30 mil), e, dependendo da necessidade de cada um, são encaminhados ao Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) para cirurgias.

A Brinquedoteca, inaugurada em julho deste ano, foi criada com a finalidade de desenvolver as potencialidades das crianças. É o espaço mais alegre e colorido do prédio. Dentre os brinquedos encontrados estão: mesa de totó, ping-pong, botão, videokê, televisão, vídeo, som, brinquedos pedagógicos, livros infantis e fantasias temáticas.

Os idosos são tratados com respeito e atenção, como deveria ser sempre. Há cursos exclusivos para quem cuida da 3ª idade. No 11º andar, há várias atividades destinadas ao bem-estar, como yoga, acupuntura, espaços para convivência, lazer e relaxamento. Vale lembrar que há ensino pré-escolar para maiores de 60 anos – nunca é tarde para aprender…
Cada andar é uma supresa agradável, e é quase impossível conhecer o prédio inteiro, a fundo, num dia só. Vale a pena visitar e, nunca faz mal, ajudar. Só há uma restrição: é proibido tirar fotos da Favela da Rocinha, por mais que a tentação seja grande. O Centro e a Comunidade fizeram um acordo para que se evitasse qualquer motivo de conflito.

A instalação fica na Av. Niemeyer, 776 – São Conrado. Os telefones para contato são 3111-1027 ou 3111-1029. O site está em construção.

Por Pedro Farina

A arte de viver

Novembro 29, 2006 at 11:34 pm | In Uncategorized | Leave a Comment

 

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O Morro do Vidigal possui uma das vistas mais belas do Rio de Janeiro, e se localiza na Zona Sul da cidade, entre dois bairros de classe média – Leblon e São Conrado. Disso todos já sabem. Agora, que aquele aglomerado, de quase 80 mil metros quadrados e 40 mil moradores, já foi fazenda de gado, nem todos. A antiga família do terreno, “Vidigal”, acabou dando nome aos bois. Mas isso foi início do século XIX. Anos mais tarde, em 1940, o terreno foi dando lugar aos primeiros barracos. A explosão demográfica ocorre três décadas depois, decorrente da urbanização dos bairros vizinhos. Desde então, a comunidade do Vidigal não parou de crescer, tornando-se exemplo da diversidade cultural e social que marca o Rio. Entre barracos, prédios de classe média, motéis e um hotel de luxo, há cariocas, gente de todo o país e até mesmo estrangeiros.

É nesse ambiente que surgem jovens visionários a fim de fazer teatro na favela, em meados de 80. Deste sonho nasceu o “Nós do Morro”, um grupo de formação artística que, atualmente, é referência de trabalho duro e resistência cultural. Criado em 1986, com o objetivo de dar acesso à arte, cultura e cidadania para a comunidade carente, através do ensino das artes cênicas e do audiovisual. A proposta do Nós do Morro é ampliar os horizontes sociais e culturais de seus integrantes, proporcionando, inclusive, oportunidades de ingresso no mercado de trabalho. Atualmente, atende a 3
20 jovens do Morro do Vidigal, mas o espaço também é aberto à população externa.

Nos primeiros 15 anos de existência, a organização viveu sem quaiquer subsídios. Hoje tem parceiros de grande porte, como Petrobrás, Rede Globo, Governo e Prefeitura da Rio de Janeiro. A equipe é formada por 50 pessoas, entre diretores, atores, técnicos, autores e colaboradores em diversas áreas. A gestão do grupo cabe a um núcleo formado por cinco pessoas muito especiais.

Nesse ano de 2006, o grupo completa duas décadas de existência. Como presente e resultado do trabalho bem feito, o Nós do Morro consolidou uma parceria com a Royal Shakepeare Company. No dia 27 de agosto, estreou internacionalmente, com a peça “Dois Cavalheiros de Verona” – uma adaptação ao clássico de Shakespeare. A apresentação fez parte do Festival Complete Works, realizado em Stratfford-Upon-Avon, na Inglaterra.

A peça foi apresentada junto a companhias de teatro britânicas e de outros países para apresentar uma mostra completa do trabalho de Sheakspeare (incluindo poemas e sonetos). O Nós do Morro é a única companhia brasileira formada por artistas amadores convidada a participar do festival, ao lado de organizações representando a África, Índia, Oriente Médio, América do Norte e do Sul, Japão, China e Rússia. Será apresentado entre abril de 2006 a 2007.

O que mais chama a atenção na peça é a interpretação carioca e popular de Shakespeare. O texto escrito há mais de 500 anos foi traduzido por Paulo Mendes Campos, mas a linguagem é dos jovens, das ruas, da nossa cidade. As músicas como o “xote” e o “funk” são bem brasileiras, sempre acompanhadas pela percussão, pandeiro, e violão. Esta “irreverência” não perturba nem um pouco a leitura do espetáculo, por outro lado, o anima, com a maneira brasileira de ver o mundo. Os atores permanecem no palco o tempo inteiro, às vezes como objetos, por outras como cenário – onde a história se desenvolve. A atuação atrai e prende nas suas quase duas horas de duração.

O grupo também fez apresentações em São Paulo, Campos, Angra e Rio de Janeiro – no SESC Ginástico do Centro, no próprio Vidigal e no Morro do Canta Galo (muito boa!). Parabéns, Nós do Morro, e muito sucesso!

Contatos:

. Telefone: (21) 3874-9911 ou 251247-58
. site: www.nosdomorro.com.br
. e-mail: contato@nosdomorro.com.br
. Endereço: Rua Doutor Olindo de Magalhães, 54, Vidigal

Por Pedro Farina

De grão em grão…

Novembro 29, 2006 at 2:29 pm | In Uncategorized | 1 Comment

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“Quero ser um símbolo da capacidade de mudança da minha geração”, palavras de Bianca Simãozinho Carvalho, 20 anos.

O “Mundo Novo da Cultura Viva” é uma Organização Não-Governamental, localizada na Chatuba, bairro do Município de Mesquita. Fundada há três anos, a instituição oferece atividades educativas, culturais e recreativas aos menos favorecidos – sejam eles crianças, jovens ou adultos. A ONG foi fundada por uma garota franzina, fã de música brasileira, literatura e teatro, cuja perseverança e generosidade supreendem a qualquer um.

Tudo começou quando Bianca Simãozinho, filha de um balconista de farmácia e de uma dona de casa, com apenas dez anos, escreveu seu primeiro livro – « O Reino do amor » -, já se mostrando uma menina precoce. O livro só foi publicado três anos depois, mas lhe deu motivação e inspiração para iniciar sua jornada social. Bianca passou a visitar escolas e conseguiu montar peças infantis, como “Margaridas Dançarinas” e “Uma flor e um bom Velhinho”, se aproximando mais das crianças. “Foi então que tive a idéia de continuar com as aulas e ensaios de teatro, pois percebi que era motivação para elas”, diz.

Logo tratou de pôr em prática o sonho de oferecer atividades culturais para a comunidade, já que não havia teatro nem cinema na região. Abriu inscrições para as crianças do bairro, arrecadou de porta em porta algum dinheiro e começou. Ela ensinava teatro, a irmã ensinava música, amigos e vizinhas contavam histórias, estimulando as crianças a escrever. Vagas lotadas. Depois, percebeu que havia outras carências ao seu redor: “Cerca de 11 mil crianças no município não têm acesso à escola.”, afirma. Hoje, a instituição possui, além das aulas de teatro e cinema, creche, pré-escola, aulas de reforço, alfabetização de adultos, oficinas de desenho, artesanato e culinária.

Porém, até que o projeto fosse chamado de “instituição”, o caminho foi árduo: ” É Muita burocracia. Meu pedido voltou 14 vezes, faltavam informações, documentos. Mas não desisti.”, disse ela. Graças à persistência de Bianca e ao apoio do Riovoluntário, a iniciativa pôde se tornar uma ONG, em 2003. O fato de ser registrada influencia na hora de buscar parceiros e patrocínios. Instituições como a Abong – www.abong.org,br – e o Riovoluntário – www.riovoluntario.org.br – ajudam quem tem ou quer ter sua própria organização-não-governamental (a segunda, por exemplo, mantém uma lista de 6 mil voluntários disponíveis para quem necessita).

O apoio dos pais também foi fundamental para a criação da ONG, e parte da família (que vive com uma renda mensal de dois salários mínimos) está na diretoria – como a mãe, a irmã, primas e tias. Cerca de 25 voluntários trabalham por lá, se revezando na cozinha e sala de aula. O aluguel, de R$ 380,00, segundo ela, é pago por um cliente da sua tia, morador da Zona Sul. As outras contas são pagas usando a criatividade. Campanhas no município, apresentações de teatro e música dos meninos do projeto, doações e, até mesmo, arrecadações provenientes de festas organizadas no bairro – como festivais de pizza e cachorro-quente – ajudam a saldar as dívidas. O sonho de Bianca é comprar o imóvel ao lado, que custa R$ 100 mil. Mas antes lembra que as contas de luz e telefone estão atrasadas.

Atualmente, a ONG ajuda 107 crianças e 50 idosos. Bianca ressalta que a fila para uma vaga é grande e, por isso, se alguma criança falta 3 vezes, ela dá sua vaga para que outra tenha oportunidade. O “Mundo Novo” também tem um bazar, onde roupas, sapatos, utensílios já usados são vendidos a R$ 1 real. “Tudo que vendemos é doado, por isso vendemos tão barato, até porque qualquer ajuda é bem-vinda”, diz. Mas Bianca afirma que isso não se trata de caridade. O objetivo do projeto é transformar a vida das pessoas e mostrar que são verdadeiramente capazes de qualquer coisa. “Muitas crianças daqui acham que o máximo que conseguem é ser empregada doméstica ou peão. Quero é que saibam que podem ir além. E aprendam como ir”, diz.

Em vez de freqüentar bailes funk e ter preocupações comuns às outras garotas da sua idade, Bianca tem uma rotina completamente diferente. De segunda à sexta-feira, acorda às 5 horas da manhã. Leva uma hora e meia de trem até a faculdade em Bonsucesso (na qual possui bolsa, devido à sensibilização do reitor com sua história). De tarde trabalha na ONG e de noite faz aula de teatro. Ela nos revela o segredo para a felicidade: “Não sei mais deitar a cabeça no travesseiro sem pensar que estou mudando a vida de alguém. Dividir é uma forma de ser feliz. Quem nunca ajudou está perdendo o melhor da vida”. Mas, convenhamos, esse segredo é diferente. Vale a pena espalhar.

A ONG funciona de segunda a sexta, das 8 às 17h. Os interessados em ajudar através de doações ou ser um voluntário devem ligar para: (21) 2696-0871 (21) 9235-7098.

. Mais contatos:

- site: www.ongmundonovo.org.br.
- Endereço: Rua Adolfo de Albuquerque, 298 – Mesquita – RJ
- E-Mail : contato@ongmundonovo.org.br

Por Pedro Farina

Pessoas que fazem a diferença

Novembro 27, 2006 at 6:12 pm | In Uncategorized | Leave a Comment

O trabalho voluntário no Instituto Nacional do Câncer remonta à década de 50, quando as pessoas participavam espontânea e gratuitamente de campanhas para arrecadar fundos para ajudar aos pacientes carentes do INCA. Na década de 80, foi criada a associação de voluntários do INCA, a AMINCA – Associação dos Amigos do Instituto Nacional de Câncer.

AMINCA nasceu em 30 de outubro de 1980, na casa de Iara Alvarez Rezende, nossa “Tia Iara”, com a presença de trinta e sete pessoas. Fundada como Associação dos Amigos do Instituto Nacional de Câncer, em caráter filantrópico sem fins lucrativos, e hoje reconhecido como de utilidade pública municipal, estadual e já com decreto de lei aprovado para federal, a associação passou, a ter visibilidade pública, transformando-se em referência para toda a sociedade carioca. “Para todos queremos o melhor, principalmente para os que são rejeitados pelos hospitais especializados em câncer”.– diz Iara Rezende.

Todo o trabalho realizado pela AMINCA é feito somente por voluntários, que revezam durante a semana, tendo o seu dia e hora especifica de ajudar. A atividade feita com mais regularidade é distribuição de bolsas de alimentos aos pacientes carentes, cujas famílias são encaminhadas pelo Serviço Social, mas não é só isso. A AMINCA também dá apoio voluntário formal aos pacientes, suprindo suas carências materiais e afetivas e organizando eventos, que são:

-Lazer e Cultura
Os voluntários organizam sessões de cinema, saraus, peças de teatro para pacientes, e acompanhantes e outras atividades culturais e de lazer.

-Oficinas de Auto-Estima
Manicures, cabeleireiros, barbeiros, maquiadores e esteticistas voluntários trabalham a estética dos pacientes através de ações de embelezamento para estimular a auto-estima e o enfrentamento das mudanças na aparência.

-Eventos
Organização de festas em datas comemorativas e promoção de eventos em que personalidades e artistas famosos homenageiam os pacientes. Também é prestado apoio aos grandes eventos do INCA, como o Dia Mundial Sem Tabaco e o Dia Nacional de Combate ao Câncer, e às campanhas internas, como a Campanha do Silêncio.

-Captação de Doadores de Sangue

A partir da demanda sinalizada pelo Serviço de Hemoterapia, foi criado um grupo de voluntários que, treinados pelo Serviço, percorrem o ambulatório do Banco de Sangue e outros setores distribuindo prospectos e esclarecendo as principais dúvidas sobre doação de sangue e plaquetas.
Todos esses eventos são organizados pelos voluntários e não visam o lucro ou promoção social. Tudo o que a AMINCA deseja é melhorar a vida das pessoas que sofrem com o câncer e não tem a quem recorrer, pois são muito humildes.
Como o Instituto Nacional do Câncer é referencia no tratamento de câncer no Brasil, muitas pessoas vêm de outros estados para serem tratadas, e por muitas vezes não têm onde ficar e acabam pedindo ajuda os voluntários da AMINCA, que é claro os ajudam a acharem um lugar para ficar durante o tratamento. “Associação dos Amigos do Instituto Nacional do Câncer – apela a você para que se engaje também nessa luta pelas crianças ameaçadas por esse terrível inimigo. Para poder melhorar um pouco as condições de alimentação, transporte e tratamento de seus pacientes carentes, a AMINCA precisa de recursos, precisa de você, precisa de qualquer ajuda que possa dar. Qualquer importância de que possa dispor servirá para tornar doente um pouco mais feliz. Bata em seu peito e grite conosco: COLABOREI!!!” - Iara Rezende, presidente da AMINCA.

Distribuição de Alimentos – Arrecadação de doações: Rua General Polidoro, 105 Botafogo – Rio de Janeiro Tels: 2295-5353 / 25435059- Coordenadora do dia

BRADESCO Agência: 2803-7 Conta: 5500

 UNIBANCO Agência: 0123 Conta: 115006-9

 REAL Agência: 370 Conta: 5712477-0

Pedro Castello

Responsabilidade internacional

Novembro 27, 2006 at 5:47 pm | In Uncategorized | Leave a Comment

Há 38 anos, através de uma missão de Edward Bullard, a Ghana, é que se iniciou o um projeto de redução da pobreza rural. Edward era um missionário de uma igreja evangélica, que via na áfrica um potencial rural enorme, porém não explorado. O que contribuí para o não desenvolvimento rural e industrial e conseqüentemente a pobreza da região.  

Ela arrecada dinheiro de projetos de desenvolvimento econômico que desenvolve com o governo Americano e com empresas privadas, também dos estados unidos. “A TechnoServe é uma ONG americana que existe há 37 anos.  Nossa missão é a redução de pobreza rural, através do desenvolvimento de negócios na cadeia de produção e comercialização de alimentos. Apoiando empresas nas cadeias de negócio rural, trabalhamos junto a empreendedores para gerar oportunidades de emprego e renda.” – diz Eduardo Almeida, vice presidente da ONG, e representante dela na América Latina.    

A abordagem dessa ONG é identificar e implantar oportunidades de alinhamento entre a estratégia de negócios das empresas das cadeias produtivas à missão evangélica, assim como Edwad Bullard fez 38 anos atrás, criando relações comerciais e laborais sustentáveis, para que seja possível um desenvolvimento rural nas áreas onde o projeto for implantado.   “Estando presentes em sete países da América Latina e 8 da África, buscamos o funding para nossos projetos tanto em agências multi e bilaterais de desenvolvimento, como também em estratégias corporativas de responsabilidade social” – completa Eduardo.

Convidado através de um processo de recrutamento profissional e internacional, Eduardo Almeida recebe para trabalhar nessa ONG, pois é o seu trabalho. Isso pode até gerar estranhamento, porém todas as ONG’s de porte internacional funcionam dessa forma. Mesmo tendo uma parte voluntariada, não seria possível fazer com que todos eles se focassem apenas no trabalho da ONG oito horas por dia, todos os dias, sem nada em troca. E justamente por isso, para manter as suas atividades, ela recebe ajuda do governo americano e de empresas multinacionais interessadas no projeto.

 

Pedro Castello

Solidariedade multiplicada

Novembro 27, 2006 at 5:35 pm | In Uncategorized | Leave a Comment

O Solidare é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, de caráter social, educacional, habitacional e cultural, determinada a reduzir a pobreza em todo o mundo. A missão dele é ser um fundo de investimentos em projetos sociais, identificar, implantar e multiplicar pilotos de projetos fundamentalmente inovadores que apóiam à população em situação de risco pessoal e social, os quais se enquadrem no conceito: “Sonhe alto, comece pequeno e multiplique rapidamente”.

 

Criado com a finalidade de prestar atendimento primeiramente a população em situação de rua. Tem como princípio básico, a consecução de projetos sociais voltados para o resgate da cidadania e promoção de direitos sociais, nas áreas de alimentação, saúde, educação, geração de renda e moradia.

 

A organização funciona como uma plataforma de identificação, planejamento, implantação e multiplicação de projetos, a partir de pilotos com recursos próprios, e da multiplicação pelo repasse a instituições parceiras. Depois de implantados os pilotos, os projetos são adotados por instituições com presença regional, nacional e internacional.

 

Essa ONG tem como metodologia apoiar e socializar a busca de instituições que ofertem serviços nas áreas: abrigos, saúde, documentação, emprego, geração de renda, capacitação profissional, apoio nutricional, segurança pública, defensoria pública, centros de defesa, etc. Trabalhando de forma solidária, através da realização de parcerias que possibilitem a formação de uma rede social.

 

A diferenciação do Solidare está relacionada ao tipo de projetos que desenvolve e ao processo de desenvolvimento de projetos. Um exemplo disso é Ozanamóvel,que atua no atendimento a população adulta em situação de rua.

                                                          

 

O trabalho com o Ozanamóvel começou a partir do desejo de um grupo de amigos em levar, ao morador de rua, um pouco de carinho e atenção. O grupo se reuniu e comprou, com recursos próprios e com a ajuda de padres vicentinos, um trailer usado e o batizou com esse nome. “Uma vez por semana, saímos no trailer em busca de suprir dentro de nossas possibilidades, algumas carências dessas pessoas tão sofridas e excluídas da sociedade. Toda vez um pequeno lanche é levado (suco, leite, sanduíche) para ser oferecido aos moradores de rua. Também é oferecido corte de cabelo, barba, unha e algumas vezes são feitos curativos. O trailer possui um pequeno banheiro onde eles também podem tomar banho. Esse trabalho é feito há quatro anos” – relata Mônica Castello uma das voluntárias desse projeto.

 

                                        ozanamovel.jpg                   grupo-ozana.jpg

 

 

Pedro Castello 

Batuque mirim anima o complexo PPG.

Novembro 13, 2006 at 6:29 pm | In Uncategorized | 1 Comment

menina-com-tamborim.jpgda-com-crianca.jpgmuleque-batucando.jpgSubindo o morro do Cantagalo, pelo quebra, pela San Romã ou pelo Pavão, é possível ver uma porção de crianças e adolescentes de 2 a 20 anos pelas ruelas da favela sem ter muito o que fazer. Desde muito novos já ficam soltos pelas ruas, e normalmente passam o dia inteiro de beco em beco. 

        Foi pensando nestes jovens que Adailton Francisco de Carvalho Silva, 38 anos – mais conhecido na comunidade do Galo, Pavão e Pavãozinho como “Dá” – começou a pôr a mão na massa. Ele oferece gratuitamente aulas de percussão para crianças e adolescentes da favela e montou uma bateria com apoio da escola de Samba do Cantagalo, a Alegria da Zona Sul, que empresta os instrumentos e fornece o espaço da quadra de samba.

      Os ensaios são feitos normalmente na antiga e pequena quadra de futebol do Pavão, e às vezes na própria quadra da escola. São em média 50 alunos, entre crianças, adolescentes e jovens preenchendo o pequeno espaço oferecido para as aulas. Os músicos ainda contam com uma boa platéia formada por pais de alunos e outros moradores da comunidade que vão assistir ao batuque em busca de diversão.

       Adailton faz trabalhos de apoio à comunidade há doze anos, mas a bateria foi formada há apenas um ano. Ele trabalha no Ciep patrocinado pelo programa do “Criança Esperança”, que fica no fim da ladeira do Cantagalo. Oferece aulas esportivas no Ciep todos os dias e às quartas-feiras desce direto para a quadra do Pavão, onde comanda a bateria mirim do complexo PPG (Pavão, Pavãozinho, Galo).

       Sua felicidade está em animar a comunidade com o som dos tambores e de ensinar algo para as crianças tirando elas do ócio e oferecendo-as oportunidades mais dignas do que a boca de fumo. Sua satisfação foi facilmente visível ao dizer que alguns de seus ex-alunos, hoje, já são músico profissionais. “A gente nasceu aqui né? A gente sabe como são as dificuldades”, foi a resposta de Adailton à pergunta sobre quais são os objetivos desse projeto. Ele disse que os jovens precisam de aprendizado e a comunidade, de entretenimento.

       Dá foi muito claro ao dizer que faz o trabalho de coração, já que não recebe nada em troca. Pelo contrário, às vezes tem de pôr dinheiro do próprio bolso, mas faz com prazer, pois adora essas crianças e adora ver a evolução delas.

      Outra figura importante na organização da bateria é o Átila, principal companheiro e colaborador de Adailton nos projetos de apoio à comunidade. Átila, mais conhecido como “Fofinho”, falou sobre a carência que eles têm de apoios externos, não deseja nenhuma ajuda com dinheiro. Ele disse que falta ali um apoio estrutural, algum tipo de auxílio com materiais e infra-estrutura, que possa potencializar o seu trabalho.

      A bateria organizada por Adailton e Atila é a principal atração de descontração das quartas-feiras à noite na comunidade do Pavão, Pavãozinho e Canta-Galo. É impressionante perceber como os moradores da favela têm uma boa relação entre eles. Enfrentam a realidade com coragem e, apesar dos pesares, sabem viver com alegria e se divertir nas horas propícias.    

Pedro Guilherme de Pontes

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